1) Ratos saíam da parede do meu quarto à noite;
2) Uma barata cor de feijão saltou e caiu, a partir do estouro da panela de pressão, na minha cabeça.
3) O quarto da minha mãe era o único que recebia a visita do arco-íris;
4) Mefistófeles entrava através de um olho verde que acendia quando ligavam a vitrola;
5) Quando eu batia no tapete da sala à luz do sol, chovia pó-de-pirlimpimpim e eu voava como Peter Pan!
6) Depois de anos sem cortar e pentear o cabelo, um dia passei o pente e dele saiu um novelo de dar inveja a Rapunzel.
7) Os livros me salvaram do bullying na infância e quase me mataram quando uma prateleira despencou na cabeceira da minha cama.
8) Sou viúva de pelo menos dois maridos: David Bowie e Steve Jobs.
9) Já morri mais de uma vez: numa delas, minha filha nasceu.
10) Tudo o que eu disse acima é invento.
Obs: versão do texto originalmente publicado no Facebook, a partir de uma corrente que pedia à comunidade em rede que enumerasse nove (9) verdades e uma (1) mentira sobre sua vida. Minha ideia foi debochar do comportamento egoico (selfie) em rede social, que atinge não só as fotos de perfil, mas os discursos veiculados na rede, a partri da frase e Manoel de Barros "Tudo o que não invento é falso" (BARROS, Memórias Inventadas: a infância. São Paulo: Planeta, 2003.)
quinta-feira, 20 de abril de 2017
sexta-feira, 30 de setembro de 2016
#27S2016 - a mosca em setembro (2016)
Teclo no microondas, a soja, 3 minutos, o café é solúvel nesse leite;
Teclo os primeiros olás do dia, é a maioridade do google na janela da minha vida em rede.
Teclo para observar o clima, pra onde vão as nuvens, pra onde o vento vira
command + control + rotina
Teremos reunião na Reitoria?
Só quem sabe é o cotista.
***
O percurso pelas ruas é o percurso de políticas
Para onde vão a arte e a educação?
Teremos reunião?
Não na reitoria!
***
Medida provisória: usar o anexo — lugar das artes.
Quem nos ata? Quem nos pauta?
Intermináveis processos
Até o café acabar
Até o estômago doer
Até a bunda achatar
(A reunião só terminou quando a fome não cabia mais no estômago)
A reunião mudou de nome e me acompanhou no almoço.
Foi por acaso.
O restaurante também — muito bom!
o papo, a língua, o aipim com salada.
Tudo regado à projetos de pesquisa e extensão
Até Beatrix aparatar e pedir a chave.
***
Daí aparatamos. No anexo — lugar das artes.
Reunião com alunos bolsistas é assim:
Primeiro a gente conversa, anuncia, delibera
Depois tudo vira discussão
Depois debate sobre educação
Depois, terapia de grupo.
Assim:
Pixação ou pichação?
Gentileza ou transgressão?
O professor virou mendigo?
Indigente. Indignadas, indignas, gentes.
O professor de artes, digo.
O café acabou.
O estômago dói, mas não é de fome.
A bunda, essa se recompõe. Mas e o resto?
E assim encerra-se mais um dia de iniciação à docência.
Patrocínio: capes, governo federal, deus (nos ajude).
***
Campus afora, rindo muito — só os alunos merecem minha risada.
Vaca de tetas divinas. Derrama o leite bom na minha cara.
O resto eu queria — deixa pra lá.
Eu volto sempre à pé pra casa.
Trajeto osvaldo, independência, moinhos, floresta, higienópolis.
Quase sempre o mesmo caminho: 6 km, 1:10h.
Engraçado hoje, justo hoje — dois desvios.
Uma amiga me parou na vasco.
Um irmão me acelerou na cristovão colombo.
Mas eu já vinha acelerada.
***
Agora, em casa:
Considerações finais sobre esse relatório do dia:
Teclo no microondas, a refeição, 3 minutos.
Teclo os últimos até-logos, na minha vida em rede.
Abro um vinho,
Brinco (com a cadela)
Teclo, teclo, teclo...
Teclo para concluir, sabendo que é mentira.
Teclo para observar o clima, pra onde vão as nuvens, pra onde o vento vira
command + control + rotina
Teremos reunião na Reitoria?
Só quem sabe é o cotista.
***
O percurso pelas ruas é o percurso de políticas
Para onde vão a arte e a educação?
Teremos reunião?
Não na reitoria!
***
Medida provisória: usar o anexo — lugar das artes.
Quem nos ata? Quem nos pauta?
Intermináveis processos
Até o café acabar
Até o estômago doer
Até a bunda achatar
(A reunião só terminou quando a fome não cabia mais no estômago)
A reunião mudou de nome e me acompanhou no almoço.
Foi por acaso.
O restaurante também — muito bom!
o papo, a língua, o aipim com salada.
Tudo regado à projetos de pesquisa e extensão
Até Beatrix aparatar e pedir a chave.
***
Daí aparatamos. No anexo — lugar das artes.
Reunião com alunos bolsistas é assim:
Primeiro a gente conversa, anuncia, delibera
Depois tudo vira discussão
Depois debate sobre educação
Depois, terapia de grupo.
Assim:
Pixação ou pichação?
Gentileza ou transgressão?
O professor virou mendigo?
Indigente. Indignadas, indignas, gentes.
O professor de artes, digo.
O café acabou.
O estômago dói, mas não é de fome.
A bunda, essa se recompõe. Mas e o resto?
E assim encerra-se mais um dia de iniciação à docência.
Patrocínio: capes, governo federal, deus (nos ajude).
***
Campus afora, rindo muito — só os alunos merecem minha risada.
Vaca de tetas divinas. Derrama o leite bom na minha cara.
O resto eu queria — deixa pra lá.
Eu volto sempre à pé pra casa.
Trajeto osvaldo, independência, moinhos, floresta, higienópolis.
Quase sempre o mesmo caminho: 6 km, 1:10h.
Engraçado hoje, justo hoje — dois desvios.
Uma amiga me parou na vasco.
Um irmão me acelerou na cristovão colombo.
Mas eu já vinha acelerada.
***
Agora, em casa:
Considerações finais sobre esse relatório do dia:
Teclo no microondas, a refeição, 3 minutos.
Teclo os últimos até-logos, na minha vida em rede.
Abro um vinho,
Brinco (com a cadela)
Teclo, teclo, teclo...
Teclo para concluir, sabendo que é mentira.
quinta-feira, 14 de julho de 2016
segunda-feira, 9 de novembro de 2015
Faces that are worth to book
2009: agosto...
setembro...
outubro...
Antes disso, Face hasn't booked me at all.
Mais je suis sûr d'avoir déjà un visage.
Só não sei mais qual.
domingo, 6 de setembro de 2015
A banana interdisciplinar
Foto de Marcelo Rosa. Fonte: NPDiário
Disponibilizadas em separado, casca e polpa seriam, segundo a antiga ciência, melhor absorvidas.
Com o passar do tempo, porém, cascólogos e polpólogos, cada vez mais especializados, foram especializando da mesma forma seus produtos, a ponto de torná-los irreconhecíveis.
Por convenção, a banana prosseguia sendo o alimento indispensável aos macacos; na prática, porém, a fruta amarela e alongada, doce e aromática já não era mais consumida. Gerações mais novas não saberiam reconhecer uma banana se a vissem inteira - havia, inclusive, quem conspirasse contra a sua existência.
Cascas e polpas, separadas, enegreciam rapidamente - seu sabor e textura eram desagradáveis. Continuavam a ser ingeridas por obrigação, por falta de opção e por apatia.
Foi quando jovens símios dissidentes passaram a preferir outros frutos integralmente cascudos e polpudos. Investidos de uma nova e desconhecida energia, evadiram dos refeitórios públicos e tradicionais, recusando-se a comer o que lhes era diariamente oferecido em vasilhas separadas.
Polpólogos e cascólogos, despreparados para uma demanda que escapava a sua especialidade, foram demitidos. O desemprego assustou alguns macacos poderosos.
Das instâncias superiores, decretou-se: é eminente que a casca e a polpa da banana sejam novamente reunidas!
O rebuliço tomou conta da macacada: como retomar a antiga e esquecida banana a partir de sua casca e polpa? Mutadas ao longo de décadas e décadas, uma não se ajustava à outra. Seria preciso partir do zero, redescobrir a bananeira original, onde quer que ela estivesse, e voltar a cultivá-la.
Muito tempo seria dispendido na leitura de alfarrábios, para reencontrar a banana perdida.
Desmoral: enquanto isso, no fundo dos quintais, é possível vislumbrar algumas bananeiras. Seus cachos são consumidos despudoradamente e, ainda que deconheçam o nome desses deliciosos frutos, eles são de longe os preferidos pelas jovens gerações dissidentes.
quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
Miniaturas VIII - história de camponesa
Na falta de varão, foi defender as terras uma jovem donzela cujo sexo a armadura recobriu. Ela enfrentou o dragão e salvou uma linda princesa, que por sua heroína se apaixonou. Pensou a donzela: "o que mais vale: tornar ao campo ou atender à alteza?" Casou-se, pois, e rei se fez.
Bananarte 2
bananarte de Keisuke Yamada
- De que serve isso? - perguntou a macacada - bananas foram feitas para comer!
- Vocês têm razão - respondeu o macaco criador -, assim elas não servem à nada.
E riu livre, tão livre quanto o novo uso que dera às suas bananas, cujo destino não era o de serem comidas.
Desmoral: a arte pode ser útil, mas não escrava: não deve servir à nada, tampouco à ninguém.
sexta-feira, 31 de outubro de 2014
Astro-nome
Suspenso pelos fios das árvores
Espia o astro encabelado
Não sei se sol eclipsado
Não sei se dark side of the moon.
Surpreso grita a agonia
na testa recebe a mira:
o tiro
no nariz alvo.
Poema sobre foto de Daniel Mastroberti (modelo: Alexandre Rocha).
sábado, 18 de outubro de 2014
LORABUR
Em Lorabur, as mulheres ocupam uma posição de grande relevância.Elas passarelam pelas ruas, sem revelar a idade, iluminadas por holofotes dispostos em recantos estratégicos, exibindo volumosas e hidratadas cabeleiras amarelas, cujas mechas balançam progressivas sobre seus corpos obrigatoriamente modelados em fôrmas de silicone. Por conta da regulamentação derivada de um direito à igualdade estética, a identidade das habitantes, suas atribuições profissionais, graus de maturidade ou de sabedoria, e mesmo suas relações afetivas tornam-se confusas aos estrangeiros desavisados. Dada a incomparabilidade resultante de convenções de beleza há muito instituídas, o feio não passa de um adjetivo exótico.
Dois ou três dias depois, contudo, o olhar passeante e já habituado será capaz de desvelar, aqui e ali, por entre as falsas estamparias de onça, tigres e outros derivados do imaginário felino, um tecido levemente desbotado de baixo custo ou raizes grisalhas em alguma cabeça resplandecente. Sob a mesa de um bar, encontrará, procurando bem, um aplique perdido. E, no erguer brusco de um abano, correrá o risco de deparar-se com um seio deslocado.
Mais tarde, ao comparecer a um dos incontáveis eventos festivos que alimentam as colunas sociais e retificam a monotonia estética da cidade, não será incomum o vislumbre de uma pálbebra caída, de uma sobrancelha em desalinho.
Iguais perante à lei que regula sua beleza, as mulheres de Lôrabur involuntariamente confessam o grau de distinção conforme a maior ou menor qualidade de recursos buscados para cumpri-la.
O estrangeiro em Lorabur logo percebe que o acento síbil do seu idioma deve-se aos lábios excessivamente injetados em um rosto maquiado com arte, mas inexpressivo. Ao compreender afinal que o assunto da conversa é a nova dieta em moda, deve inferir uma impossibilidade digestiva devido à frequente aspiração das carnes liposas que envolvem o intestino.
Resta mencionar os homens de Lorabur, pois eles existem: para reconhecê-los, basta reparar nas sombras que suas mulheres projetam a partir dos ofuscantes fachos de luz.
sábado, 10 de agosto de 2013
O macaco despido
Quando o macaco decidiu evoluir, emprestou-se sapatos e roupas. Achava que assim mais se aproximaria da aparência eterna dos deuses aos quais, conforme o Verbo, apregoavam-lhe assemelhar. Em sua incipiência, não podia saber que a vida é volutiva: um dia, desgasto o corpo e despida as vestes, o macaco torna ao bicho que sempre foi. De nada servem suas ciências, suas virtuais qualidades. É nu e viscerado que abandona todo falso pudor e toda hipocrisia. Retorna à espécie. E, ao retornar, morre.
Desmoral: Só vislumbramos o que realmente somos duas vezes: quando nascemos e quando morremos. Em ambas as oportunidades, não o sabemos.
Desmoral: Só vislumbramos o que realmente somos duas vezes: quando nascemos e quando morremos. Em ambas as oportunidades, não o sabemos.
quarta-feira, 17 de julho de 2013
quarta-feira, 20 de março de 2013
HEXAGRAMA V - A ESPERA
Não antes de a chuva cair,
ela dizia.
Sabia da
nossa impaciência, mas queria nos ensinar.
A cebola
devia ter um tamanho imenso, porque ouvimos o trucidar preciso durante todo o noticiário
do meio-dia.
Quando o
noticiário acabou, dando a previsão do tempo, gritamos todos: — Não vai
chover!
E ela respondeu,
por trás da nuvem de ervas aromáticas, vai sim.
A meteorologia, no entanto, assinalava o mapa com ícones de tempo bom.
A meteorologia, no entanto, assinalava o mapa com ícones de tempo bom.
Jamais, é claro, com o tom azul-esbranquiçado do céu devido à umidade diluída.
Um sol
brilhante e eletrônico na TV, e ela, lá na cozinha, afirmando seu conhecimento
sobre os conluios do tempo.
Dizendo não
há nisso nenhuma lógica!
E sem
olhar pela janela. Se olhasse, veria os passarinhos agitados imitando folhas
caindo.
— Na
televisão — insistimos.
Mas a
cebola se intrometeu, chiando para que nos calássemos.
Ela castigou a cebola tapando a panela e avisou vou preparar os tomates, sabendo que sempre pedíamos para ver.
Espetou
sem dó a primeira casca frágil.
Tocava-os
um a um no fogo redondo e azul, até que enferidassem.
Depois
jogava-os numa bacia e prosseguia a tortura, esmagando-os, até que houvesse
sangue em suas mãos.
Está
escurecendo, viram?
Pela
basculante aberta, entrava de fato um ar ventoso e fresco.
Os vapores das panelas adensavam em branco.
Um cheiro
insuportável de bom se espalhando, multidões de arroz e feijão cozidas e os
bifes encolhendo sob o
calor da chapa.
Está quase,
disse ela, sorrindo.
Encurralava-os,
armada de uma faca, uma escumadeira e uma gangue de colheres.
Sob o
estalo luminoso do primeiro relâmpago, nos fez sentar à mesa.
Sob o
roncar do trovão, empunhamos nossos talheres.
As travessas sendo trazidas uma a uma e os copos trepidando a cada trombada de nuvens.
Tudo e
todos à postos, lembro de sua silhueta à janela, amarrada em um avental,
emoldurada pelo vento decorado
com pó e folhas.
Seu
sorriso de bruxa.
Nosso
espanto de joão-e-maria.
Finalmente
descarregou-se a chuva.
Pontuávamos com o burilar dos talheres a música minimalista da aguaria.
E ela tagarelava novidades, entremeando:
Não botei
muito sal.
Ficou bem
passado?
Só mais um
pouquinho...
Ai das
sobras no prato.
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
A banana comparada
Desmoral: Independentemente dos notórios esforços dos renomados estudiosos em qualificar as demais frutas tendo por modelo aquela de sua predileção, todas prosseguem sendo degustadas e saboreadas justamente por suas especificidades e diferenças.
sábado, 6 de outubro de 2012
domingo, 29 de abril de 2012
Sobre bananas cor-de-rosa
Preocupados com a queda do consumo de bananas, os produtores resolveram diversificar a aparência da fruta, tornando-a mais atraente aos diversos paladares macacais. Após exaustivas pesquisas, descobriram que um dos grandes motivos pelo qual as bananas deixaram de ser consumidas é que elas visam agradar um público majoritariamente masculino, afastando as macacas do páreo, que estão se voltando para outras frutas mais interessantes, como チェリー [tradução: cereja], por exemplo. Numa reunião de emergência, um macho de grande importância no mercado propôs o que acreditou ser uma brilhante solução: produzir bananas cor-de-rosa, em várias tonalidades, do bebê ao choque (visando as consumidoras mais jovens e ousadas). Estas foram distribuídas nas mais importantes casas do ramo. A maioria acabou estragada.
Desmoral (conforme carta de uma macaca-consumidora indignada): Prezados senhores: uma das maiores vantagens das macacas fêmeas é que, ao contrário dos machos, podemos declarar nossas preferências livremente sem que duvidem da nossa feminilidade. A outra é que o nosso paladar abrange frutas de todas as variedades, cores e formatos, ao contrário do paladar dos machos, que parecem limitados a um tipo, no máximo dois (as energéticas e as afrodisíacas). Ao tentar nos vender bananas cor-de-rosa, o senhores incidiram em pelo menos três crimes graves contra o modo de pensar feminino: a) criaram um produto desatualizado, pois o rosa não está na moda para esta estação; b) trata-se de uma cor muito difícil de combinar com meu café- da manhã e c) nunca lhes ocorreu que usar sempre a mesma cor é extremamente enjoativo? Grata por sua atenção.
terça-feira, 6 de março de 2012
Miniaturas VII - Histórias de Cinderela
Mesmo o Príncipe teve que defendê-la, certa vez, em uma entrevista: "Não pensem que a Princesa esteja fazendo joguinho publicitário. Toda vez que ela perde um calçado nas escadarias do palácio, não é para chamar a atenção dos paparazzis, mas é porque a produção não conseguiu encontrar o número adequado ao seu pé para a cerimônia de ocasião."
Com base nisso, Cinderela está iniciando uma campanha oficial em favor da diversidade podológica: "33 de salto alto!" é um dos lemas sugeridos. Entre as ações, a exigência de uma lei que obrigue as casas especializadas a disponibilizar 50% de suas prateleiras e estoques para pares acima e abaixo dos números 35 e 36.
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Moscas gêmeas (fevereiro)
Mosca 1
Ângulo temperamental
-45o
no verão do desespero
o concreto retorcido
deseja-se tornado.
Mosca 2
Ângulo temperamental
+45o
Do outro lado
a garra segura a taça
de água fresca da caixa.
Fotos de Daniel Mastroberti
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Mosca de novembro - Pentecostes
Mosca sobre foto editada a partir do original de Daniel Mastroberti
(para ver a versão do autor, clique aqui)
"...e de repente veio do céu um estrondo,
como de vento que soprava impetuoso...
E apareceu-lhes repartidas umas línguas de fogo
e pousou sobre cada um deles."*
O vento, ela amarrou ao cabelo.
Ao fogo, ela sorriu em outra língua:
- Stop!
Stared, it remains over her
para sempre, na fotografia.
*Atos dos apóstolos, cap II, v. 2 e 3.
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