quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Mosca de novembro - Pentecostes
Mosca sobre foto editada a partir do original de Daniel Mastroberti
(para ver a versão do autor, clique aqui)
"...e de repente veio do céu um estrondo,
como de vento que soprava impetuoso...
E apareceu-lhes repartidas umas línguas de fogo
e pousou sobre cada um deles."*
O vento, ela amarrou ao cabelo.
Ao fogo, ela sorriu em outra língua:
- Stop!
Stared, it remains over her
para sempre, na fotografia.
*Atos dos apóstolos, cap II, v. 2 e 3.
HEXAGRAMA IV - INSENSATEZ JUVENIL (pra ler em ritmo de rap)
umaraivatipoberro_vemdiretodagoela - nãouviram
umabismo
táligado
e-eu_matiro
umavara / táligado / pro_meu / dese/quilíbrio - nãomeviram
ninguémrespooonde / ninguémmenxeeerga / ninguém_sutuuura_minha_veiabeerta
morro_pra_saberoimpacto / eufizumpacto
e-eu-e-eu-e-eu
e-e-e-eu-e-eu-e-eu
e-e-e-eu-e-eu-e-eu
fizum
fizum
fizum
pacto.
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Mosca de setembro: Para Febo, para Siegfried
da árvore sou o centro
sou dafne
bruníssima
nem deusa
nem ninfa
nem fruta
nem galho.
(Mosca sobre foto Daniel Mastroberti)
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
HEXAGRAMA III - DIFICULDADE INICIAL (Passeio na praia)
Em algum lugar, Céu e Terra se encontram
lá, onde tudo é plasma úmido e azulado.
A Terra é plana, o Céu é cúpula
- o que quer que digam os geólogos, os astrônomos, os físicos!
Se eu continuar no passo mole à sabor da brisa
alcanço o Ponto-sem-retorno, espio o universo e suas engrenagens.
Enquanto rumo em direção ao Norte
olhos postos no horizonte de areia, bruma e água salgada
o ar espessa às minhas costas
o chão responde em raios
o Mar se ergue em sinal de alerta:
a brisa apavorada me ultrapassa em velocidade de vento.
Me arrepia uma nuvem feia e enorme.
Perigo
- mas voltar não posso.
A areia covarde foge em sinuosas riscas
as ondas valentes se põem em guarda.
Ao Norte contudo o sol assemelha a vista a um lugar encantado.
Persevero, forçando o passo.
Mas há o muro de vento.
Petreficada em areia e sal, paro:
um borrão cinza tomou o sol.
Meia-volta: surpresa!
Ao Sul, o Céu azul e a Terra branca.
Estava certa: "Existe mesmo um Ponto-sem-retorno
impossível, onde o mundo se desfaz
e andamos sobre o Abismo."
Ao tentar transgredi-lo, vislumbrei suas engrenagens.
Até onde iria aquela nuvem negra, a provocar discórdias entre o Mar, a Terra e o Céu?
Exausta, acenei alegre aos que me esperavam, protegidos pelo guarda-sol.
lá, onde tudo é plasma úmido e azulado.
A Terra é plana, o Céu é cúpula
- o que quer que digam os geólogos, os astrônomos, os físicos!
Se eu continuar no passo mole à sabor da brisa
alcanço o Ponto-sem-retorno, espio o universo e suas engrenagens.
Enquanto rumo em direção ao Norte
olhos postos no horizonte de areia, bruma e água salgada
o ar espessa às minhas costas
o chão responde em raios
o Mar se ergue em sinal de alerta:
a brisa apavorada me ultrapassa em velocidade de vento.
Me arrepia uma nuvem feia e enorme.
Perigo
- mas voltar não posso.
A areia covarde foge em sinuosas riscas
as ondas valentes se põem em guarda.
Ao Norte contudo o sol assemelha a vista a um lugar encantado.
Persevero, forçando o passo.
Mas há o muro de vento.
Petreficada em areia e sal, paro:
um borrão cinza tomou o sol.
Meia-volta: surpresa!
Ao Sul, o Céu azul e a Terra branca.
Estava certa: "Existe mesmo um Ponto-sem-retorno
impossível, onde o mundo se desfaz
e andamos sobre o Abismo."
Ao tentar transgredi-lo, vislumbrei suas engrenagens.
Até onde iria aquela nuvem negra, a provocar discórdias entre o Mar, a Terra e o Céu?
Exausta, acenei alegre aos que me esperavam, protegidos pelo guarda-sol.
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Arte política, arte e política, arte ou política?
O macaco compôs uma música de protesto e foi bem sucedido entre a macacada. Mas desagradou o Líder Maior, pois a música denunciava mais uma de suas canalhices: aumentar clandestinamente o número da sua cota mensal de bananas gratuitas sem pedir aprovação do Símio Conselho.
O macaco-músico está preso, mas sua canção circula nesse momento por toda a selva, e não há quem não saiba a letra de cor. Se ela é capaz de provocar uma revolta contra o líder corrupto, não se sabe. Cantar e dançar é uma coisa, já engajar-se são outras bananas...
Desmoral: Os jornalistas não decidem se publicam a notícia na Seção Cultura ou na Seção Política.
O macaco-músico está preso, mas sua canção circula nesse momento por toda a selva, e não há quem não saiba a letra de cor. Se ela é capaz de provocar uma revolta contra o líder corrupto, não se sabe. Cantar e dançar é uma coisa, já engajar-se são outras bananas...
Desmoral: Os jornalistas não decidem se publicam a notícia na Seção Cultura ou na Seção Política.
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