quinta-feira, 22 de abril de 2010
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Com Ciência e Arte
Ainda para conscienciarte: esse termo gerado a partir do neologismo concienciarte em espanhol eu encontrei pela primeira vez na Revista El Paseante, famosa entre os macacos e moscas mais atilados da década de 80. Era o tema da edição que abarcava a arte como ciência, ou a ciência como arte, ou ainda: um lugar onde a arte e a ciência se encontram e se misturam. Alguns moscões ainda voam por aí, em pleno Século XXI, acreditando que Arte não gera conhecimento, ou que Ciência se faz à exclusão da arte ou da estética. Mas não é bacana como essa palavrinha, em seu acento hispano, vira um verbo pra lá de completo?
domingo, 11 de abril de 2010
Flies and Monkeys
Só para conscienciarte: a ilustração do cabeçalho foi retirada em caça livre no Google, ao digitar "mosca" "macaco" e ver no que dava a mistura. Me apareceu essa figura do William Wallace Denslow para The Wonderful Wizard of Oz, de Frank Baum. Claro: Flying monkeys [Macacos voadores]. Mosca em inglês é Fly. E Dorothy não podia ser mais eu, sempre querendo ir além do arco-íris, desde que não haja um lugar como o lar. Afinal, somewhere over the rainbow, a hibridação entre macacos e moscas é possível, ainda que em outra língua.
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Consumo
Consta que de uns tempos pra cá os macacos começaram a comer bananas compulsivamente. Nenhum problema quanto a isso: as bananeiras produzem bananas a mais não poder. Ocorre que, compulsivos, os macacos não apreciam o sabor da banana que consomem, nem conseguem mais diferenciar a caturra da prata ou da banana-maçã. Comendo por comer, já não distinguem a banana boa da banana má. Há quem diga que já nem banana comem, mas simples barras comestíveis que imitam o aspecto e o sabor. Também há quem diga que são as bananas que perderam o gosto antigo, tão apreciado pelos macacos. "Já não fazem mais bananas como antigamente", dizem os mais velhos. Os mais novos, porém, insistem em dizer que as bananas antigas é que não tinham verdadeiro gosto de banana.
Moral: É a partir do excesso que se criam as faltas.
quinta-feira, 25 de março de 2010
terça-feira, 23 de março de 2010
O bem e o mal na ficção
Tem uma coisa que alguns autores precisam entender, em termos de regras de funcionamento para uma boa saga fantástica: o bem deve transformar o mal, não exterminá-lo. Transformar em quê? Ora, bananas: em BEM! Não, não é nem pra manter o interesse na trama: nada de Saga I, Saga II e a Saga continua, e a Saga etc. É por uma questão de força catártica, mesmo. Primeiro, porque aniquilar o Mal seria o mesmo que varrer o Bem da existência fabular. Segundo, porque para enfrentar o Mal e superá-lo, é preciso aceitar que o que era o Bem antes, jamais tornará a ser. Essa é a mosca mais difícil de engolir, pralguns macacos. Porque tem essa mania, né? De se querer que a coisas prossigam como sempre foram.
Perdão, garotos e garotas com boca, olhos e ouvidos: mas é que, depois que um estigma é carimbado em nossa testa, depois de se destruir um talismã tenebroso, tudo se transforma, e algumas coisas, ao contrário do que diz a física clássica, fatalmente se perdem.
O Mal, transformado, transforma o Bem.
E essa é a moral que a gente sempre deixa escapar.
segunda-feira, 22 de março de 2010
De como a visão é mais tátil do que parece
Experimenta: olha fixamente alguém que não está olhando para ti. Olha fixamente. Esse alguém pode estar de costas, pode estar prestando atenção em outra coisa. Olha fixamente.
E, então, o Alguém se volta, olha em tua direção.
Viu? O olhar toca, o olhar é tátil.
Só para conscienciarte.
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